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terça-feira, 1 de maio de 2018

Para "O Segredo: "Agora são outros 40 - Filosofices, Saia Justa e Mário Quintana



Imagem: Agora São Outros 40 ... Site "O Segredo"

Agora são outros 40… – Filosofices, Saia Justa e Quintana

Enquanto tomo minha xícara de café com leite e troco as fronhas de oito travesseiros, aproveito para ouvir o quarteto poderoso do Saia Justa* onde a Maria fala sobre a chegada dos 40 anos, com bom humor sobre usar óculos e todas as coisas que não quer ou não vai mais fazer na vida a partir de agora, uau, super me identifico com algumas, principalmente com a coisa dos óculos (o último teste de visão para renovação da CNH foi uma verdadeira piada porque só identifiquei completamente as letras com um dos olhos e estou até hoje rindo disso, mas fui aprovada, amém).

Eu, aqui na região do Pantanal sul-mato-grossense, 40 anos recém completos em 31 de outubro, acordei muito cedo, antes que o sol, não eu não vou sair para trabalhar, não na rua.

Já no finalzinho do programa saia justa de hoje a frase do Mário Quintana que a Mônica falou fechou com chave de ouro a pausa para o café das 8:00 da manhã: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.” Uau, faz muito sentido!
Corro para buscar o notebook, salvar a frase e não esquecer na correria do dia. Não, eu não trabalho fora, mas sou formada em nutrição com mestrado em psicologia, estudei piano e terapia corporal. Aqui em casa agenda cheia, comecei o dia fazendo um belo café e alimentando a gatinha ‘Serena’ que está grávida pela primeira vez e abrindo a porta para a pinscher Hanna, que veio da casa do pai dos meus filhos passar uns dias e dormia na cama do meu caçula.
Uma passadinha rápida pela área de serviço, coloco a máquina de lavar para encher e já molho as plantas do jardim uma a uma caprichosas, preferem assim, antes do sol. Já na cozinha, ouço Richard Clayderman tocando ‘murmures’ e enquanto descasco mamão para o café da manhã, separo os vegetais da salada do almoço (ops, lembro que tem que fazer a lista de compras e passar no supermercado) e lavo a louça, cálculo mentalmente os minutos de trânsito lento de sexta feira na capital, entre a escola do filho de um lado da cidade e o meu ginecologista às 13:00. Melhor acelerar, pois é dia de faxina e sigo limpando armários, bancadas, eletrodomésticos…acho que o barulho das louças despertou meu marido que já  vai sair para o trabalho. Então, pausa para o café.
Agora aqui escrevendo e filosofando com meus botões na frase do Quintana, lembro do meu filho piloto de avião que está em Dourados estudando (dentro de um avião, claro, ai! mas mãe nem pode se preocupar com isso, imagine!) e volta hoje ou amanhã, penso em ligar mas acho que ainda é cedo. Cedo? Na verdade já é tarde, 8:47, parei para escrever e a máquina de lavar já estralou, roupas para estender, outras para passar, almoço completo e equilibrado para preparar (uma nutri, claro, tudo muito equilibrado…hahaha), caçula adolescente para tirar da cama (Jesus que batalha tirar um menininho de 14 anos da cama, benza Deus, que sono bom que ele tem…hahaha de novo) e estudar antes da aula.
Quando sair do bendito médico vou terminar de pintar a minha antiga casa que, tenho fé, depois da venda vai se transformar em uma casa para a minha mãe que mora em Maracajú. Olho meus braços cheios de tinta, ainda de ontem a noite, cheguei ‘mortinha da Silva-Sauro’ e a tinta não saiu nem das pernas e dos cabelos, menos ainda dos braços, mas vai ter que sair antes do bendito exame! Melhor virar o último gole do café e correr, faxina completa nos 13 cômodos da casa me esperando antes disso.
Mas, para encerrar, e ainda confabulando com meus botões sobre a chegada dos meus 40 e todas as minhas escolhas (inclusive a de sonhar com a hipótese de um terceiro filho) só o que É REALMENTE desagradável nessa fase é ouvir alguém dizer assim: “NÃO, ELA NÃO TRABALHA.” (!) Em homenagem a querida Maria Ribeiro e ao quarteto poderoso do saia justa que me inspirou nesta manhã linda, vou dizer aos quatro ventos: Eu NÃO sou obrigada a provar para ninguém que esses dias corridos e bem vividos de dona de casa que ‘só fica em casa’ também são trabalho, obrigada! 
*No Saia Justa, canal GNT, as poderosas Astrid Fontenelle e Bárbara Gancia, Maria Ribeiro e Mônica Martelli debatem temas da atualidade e promovem discussões sobre comportamento, política e cultura.
Novembro de 2015.

Texto original em O Segredo >>>AQUI<<< 

sábado, 28 de abril de 2018

Eu Para o Segredo: Mas Afinal, O Que Querem As Mães?


Imagem Original Site O Segredo
Mas afinal, o que querem as mães? Do fundo do coração, o maior presente, aquilo que uma mãe mais deseja é ver sua cria com saúde, realizada com as escolhas (que não dependem mais dela), mas que, acima de qualquer outra coisa, seu filho esteja BEM, onde quer que ele vá, e que esteja feliz!

Com a proximidade do dia das mães, é comum observarmos comerciais de TV emocionantes, corações espalhados pelas lojas e aquela correria de pessoas em busca do presente ideal para a sua rainha. Talvez você já tenha se perguntado, mas o que uma mãe verdadeiramente gostaria de receber de presente?

Se existe uma fase marcante durante a infância dos filhos em que toda mãe se emociona é aquela das apresentações da escola, quando eles chegam trazendo cartões coloridos e presentinhos produzidos pelas próprias mãozinhas para a ‘mamãe linda’.

Aquelas tardes em que o pequeno canta todo sorridente com o olhar fixo em sua mamãe na plateia, ficarão gravados na memória dela até a velhice.

Confesso que não perdi uma única apresentação dessas, eu sabia que uma hora acabaria e realmente acabou faz tempo. Filhos crescem, crianças viram adolescentes e adultos numa velocidade incrível! Por outro lado, sabemos que muitos filhos nunca conheceram suas mães e essa data tão especial fora motivo de lágrimas na infância e pesares na vida adulta.

Tem mãe que cria o filho sozinho e que é pai e mãe ao mesmo tempo. Tem mãe que é deixada na porta do asilo pelo mesmo filho que promete visitá-la no final de semana e nunca mais volta. Também tem pai que é mãe e pai. Tem mãe coração duro e mãe manteiga derretida. Tem mãe que gera o filho na barriga e mãe que gera com o coração.

Bem, mas afinal, o que querem as mães?

Uma mãe grávida quer que seu bebê chegue logo, não vê a hora de pegar no colo, cuidar, alimentar e amar aquele ser que cresce mais e mais a cada dia em seu ventre. Mãe de recém-nascido quer ver sua cria crescer e desenvolver-se forte e saudável. Mãe de criança quer ver o pequeno brincando no quintal, jogando bola e fazendo todas as estripulias que ela mesma já fez quando criança e que, à medida que o filho vá crescendo, OUÇA os seus “não faça isso, faça aquilo; isso é bom, isso não será bom para você, meu filho!”.



Quando percebe o filho adolescente tentando alçar seus primeiros voos, mãe anseia que ele lembre de TUDO o que ela foi ensinando ao longo da vida e quando tornar-se um adulto ou quando ameaçar deixar o “ninho”, uma mãe torce mesmo para que o filho encontre o seu caminho; a essa altura já pede a Deus para que o filho se lembre de pelo menos METADE do que ela ensinou desde que ele veio ao mundo.

Porque do fundo do coração, o maior presente, aquilo que uma mãe mais deseja é ver sua cria com saúde, realizada com as escolhas (que não dependem mais dela), mas que, acima de qualquer outra coisa, que seu filho esteja BEM, onde quer que ele vá, e que esteja feliz!

Mas, se porventura alguma coisa der errado em sua jornada, colo e coração de mãe estarão sempre de portas e braços abertos, porque não importa o quanto cresça, para a mãe será eternamente o seu menino.

***Com carinho ao meu menino adulto e ao meu menino adolescente.

Texto original no site "O segredo"Aqui: