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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Para o Segredo: Menos Síndrome de Gabriela e mais Metamorfose Ambulante, por favor!

Imagem original: O Segredo
"Eu nasci assim, eu cresci assim
Eu sou mesmo assim
Vou ser sempre assim
Gabriela, sempre Gabriela
Quem me batizou, quem me iluminou
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela
Eu sou sempre igual, não desejo mal
Amo o natural, etecetera e tal
Gabriela, sempre Gabriela”.


Não, oficialmente não existe uma síndrome com esse nome e eu simplesmente amo as músicas do baiano Dorival Caymmi, autor da canção. Mas o refrão de “Modinha para Gabriela”, tema da novela Gabriela Cravo e Canela, baseada no livro de Jorge Amado, ilustra muito bem as pessoas resistentes às mudanças.

Quem nunca ouviu alguém dizer: “eu sou assim e pronto, se quer, quer; se não quer, tem quem queira. Nasci assim e vou morrer assim”.

Bem, quando nasci ainda não se ouvia falar muito em Internet, pelo menos não nas residências. Um ou outro filme, em preto e branco, mostrava equipamentos gigantescos em alguns bancos, por exemplo. Nasci na década da discoteca, anos setenta e por aqui ainda era o Estado do Mato Grosso (hoje Mato Grosso do Sul). Ao final dos anos oitenta, para quem morava na capital, e início dos anos noventa para quem vivia no interior, ouvíamos falar em um tal curso de computação, que chegava ameaçando as escolas de datilografia. Até então era de praxe: todo adolescente, que prezasse seu futuro profissional, aprendia a datilografar. Então, vimos os computadores entrando em cada estabelecimento comercial e em algumas casas, aprendemos a lidar com a máquina e esperávamos ansiosos pelo final de semana para plugar o cabo do telefone no gabinete do computador e ter acesso ao admirável mundo novo da Internet, e tudo de bom que ela trazia. Aprendemos a nos comunicar com quem morava longe, por e-mail, por bate papo, tivemos acesso ao conteúdo de dezenas de bibliotecas, conhecimentos que antes vinham dos livros e agora estavam ali, ao alcance dos dedos. Adaptamo-nos a tudo isso e aprendemos a lidar, aos poucos, com os prós e contras que tudo isso trouxe. Já a geração do meu filho mais velho dominava o computador na adolescência, a geração do meu caçula entendeu como funcionava o mundo virtual ainda na pré-escola, e hoje os bebês de colo já movem os dedinhos pela tela do smartphone e escolhem seus vídeos e jogos favoritos. Nem precisamos ensinar, parece algo nato, pasme! Já nasceram sabendo.

Para minha geração, que precisou estudar para aprender a lidar com a computação, uma coisa ficou clara: conhecimento muda tudo! Não dá mais para ser a mesma criatura depois do conhecimento.

Viver é um constante processo de transformação e aprendizado, evolução e adaptação, baby. Mas então, por que é que ainda tem tanta gente com a tal Síndrome de Gabriela ao nosso redor? “Ahhh…mas o Fulano é turrão, não muda nunca”.

Conheço pessoas que, em seus contínuos relacionamentos, magoam seus parceiros pela maneira agressiva de tratá-los, não se desculpam, não cedem, não voltam atrás em nada. E ainda gritam em alto e bom tom: ”não quer, tem quem queira”, e repetem o mesmo comportamento, o mesmo discurso.

Acredite, você pode interromper qualquer ciclo que não lhe agrada ou não lhe faz bem. Todos nós temos a capacidade de aprender e evoluir enquanto pessoas, seja no meio profissional, seja nos relacionamentos, ou ainda com nós mesmos.

Se olharmos com carinho para questões de nossa saúde, quantos hábitos ruins nós acumulamos ao longo dos anos? 

Ano novo, qualidade de vida nova! Deixe o que o prejudica, o que lhe faz mal, e definitivamente abandone aquele hábito que você mesmo diz: “isso está me matando“.

Aprenda a viver sem o que é tóxico para você, busque ajuda. A grande maioria dos municípios conta com serviços gratuitos, grupos de apoio e de tratamento como: CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), AA (Alcoólicos Anônimos), NA (Narcóticos Anônimos), CAA (Comedores Compulsivos Anônimos), DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos), Amor Exigente (grupo de apoio às famílias de jovens ou adultos dependentes químicos).

Ahhh, já chega de tanto “eu nasci assim e vou morrer assim”! Reescreva sua história, descubra-se, seja feliz!

E o que realmente vale a pena? Para a minha pessoa, hoje, o que vale é qualidade de vida e como consequência, saúde e bem-estar geral.

Qualquer coisa, leia-se qualquer coisa mesmo, que comprometa minha paz de espírito, não vale meia hora da minha paciência. Simplesmente me afasto, seja de uma pessoa, uma situação de vida, um ambiente ou um lugar. Mais Metamorfose Ambulante!


“Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.
Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo.”


Não há como ser o mesmo depois do conhecimento. O antigo ensinamento grego “conhece-te a ti mesmo” nos mostra a importância do autoconhecimento. Quando você passa a entender quem você é, aprende a lidar com situações que antes eram quase impossíveis, passa a gostar mais de si e entende que certas ações prejudicam a você ou a quem está ao seu redor. Você se transforma na mudança que antes buscava lá fora.

Claro, e antes que alguém diga algo sobre o mestre Raul: com respeito, não vamos aqui adentrar na luta de vida do Raul Seixas, nem quantos leões ele matou ou quantos o venceram. Ele teve a batalha dele, nós temos a nossa.

Batalha de conhecimento, quebra de paradigmas e eterno aprendizado rumo à evolução. O ano está só começando. Feliz qualidade de vida nova!

Acesse o Texto original >>>>> Aqui <<<<<:

sábado, 14 de julho de 2018

Para "O Segredo": Fabrício Carpinejar: 25 Frases do Livro “Cuide de seus pais antes que seja tarde” para levar para toda a vida

Imagem Site O Segredo

Confesso que me emocionei logo que soube do título do livro, do assunto ali abordado e da mensagem direta: “Cuide de seus pais antes que seja tarde”.


O livro está entre os mais vendidos do país na atualidade. Enquanto eu lia, algumas frases chamaram a atenção e certamente despertaram a reflexão, talvez, porque o carinhoso alerta de ‘cuidar antes que seja tarde’ pode ser estendido, não somente aos pais, mas aos avós, tios e a quem mais tiver alguma escala de importância em nossos dias e em nossa vida. Jamais esquecendo de que hoje são eles e amanhã seremos nós, afinal, pela ordem natural da vida fomos programados para envelhecer, contudo, hoje penso que envelhecer é para quem tem sorte, porque infelizmente muitos se vão desta vida ainda muito jovens.

Ouço alguém dizer “nem quero pensar nisso”, mas como adiar o inevitável? Tenho aqui comigo que o melhor consolo para o ‘depois’ (que eles partirem) é ter a consciência tranquila de ter feito o melhor que podia e isso independe do melhor que fizeram ou não para a minha pessoa.
Não vamos aqui adentrar ao estatuto do idoso, tampouco ao significado de abandono de incapaz. Ter gratidão pela vida e pelos cuidados advindos de nossos pais possibilita-nos retribuir o zelo enquanto o tempo ainda permite e certamente é uma questão delicada e por vezes, uma escolha que cada um traz para si.
Então, muito obrigadaFabrício Carpinejar por partilhar conosco sua visão e belíssima vivência!
1. “Uma coisa é dizer adeus, outra é não ter mais como telefonar ou visitar ou abraçar ou beijar ou partilhar uma causalidade fora de hora”.

2. “Família desunida não fica no sofá. Seus integrantes fogem para os quartos, fecham sua solidão em fones de ouvido, realizam a refeição em separado, mexem na geladeira em escalas diferentes, mal se partilham, mal se abraçam, mal se beijam”.

3. “Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: É quando o filho se torna pai de seu pai”.
4. “Escuto a história de novo, como se fosse a primeira vez. Vejo que logo a mesma doença benigna da idade vai me atingir e espero que meus netos partilhem a mesma complacência comigo”.

5. ”Talvez a preparação para a vida seja amar, desamar e amar de novo, não convertendo os dissabores em preconceitos”.

6. “A verdadeira dor da perda é falar sozinho. Enfrentar a loucura de falar sozinho”.
7. “Chega uma fase em que visualizamos o tempo que nos falta. Percebemos menos vida pela frente do que o tempo que já experimentamos. É quando avistamos, ao longe do oceano, um limite, uma ilha, um desembarque”.
8. “A felicidade familiar pode ser medida pelo índice de frequência do sofá da sala”.
9. “Nem tudo na vida precisa ser visto para ser amado”.
10. “É impossível concorrer com a programação cultural das aposentadas. Aprenda isso”.

11. “Nos despedimos de alguém por fora, pelas palavras, mas demora para nos despedirmos por dentro, pelo silêncio e pela saudade. Demora para nos desapegarmos pelos hábitos e pela rotina. Demora muito tempo para uma ferida encontrar a saída”.
12. “Quando eu me separei aos 30 anos e voltei para residência materna, não me senti derrotado, não me senti fracassado, não me senti humilhado. Eu me veria assim, se não tivesse sua retaguarda. Sair de casa não é sair da família”.
13. “A saudade não tem altura para ser adulta. Quando os dias são meses e os dias são anos”.


14. “Não há flecha envenenada da cobiça do outro que possa me abalar. Não há punhal afiado que possa quebrar a lealdade que mantenho com a alegria”.

15. “Maturidade é jamais negar nossa origem”.

16. “A culpa é uma colecionadora compulsiva”.
17. “Toda criança aprende a se defender da realidade com a imaginação, é uma arma poderosa e também incontrolável”.

18. “Vejo inventários que se prolongam por décadas, com famílias disputando nos tribunais o que dividiriam naturalmente, se o pai ou a mãe estivesse vivo”.
19. “Derrota é perder quem amamos antes do fim, pelo fracasso de nossa comunicação. O resto é agradecimento”.
20. “O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali”.

21. “Criança que ajuda os avós certamente cederá o lugar no ônibus e carregará as sacolas do supermercado de uma estranha na rua. Pois sempre se lembrará daquele que gosta e é mais vulnerável”.
22. “Os filhos só vão respeitar os pais se respeitaram os avós. Só serão educados, só deixarão de fazer birra e chantagem, choro e culpa, se souberem conviver com os avós”.
23. “A educação é filha do amor, mas neta do respeito”.

24. “Saudade que não é praticada vira ressentimento. Palavra que não é dita se isola no orgulho. Hoje eu vejo o tamanho do meu despreparo”.

Sábias e fortes palavras do autor nas primeiras páginas do livro dá-nos uma dica preciosa para colocar em prática logo, caso ainda não o faça:
25. “Este livro é uma tentativa desesperada de ser mais pai de meu pai, mais pai de minha mãe, e devolver um pouco do que recebi deles na infância. Pelo menos, serve como um pedido de desculpas.”
*Gratidão, Carpinejar! 



sexta-feira, 6 de julho de 2018

Para "O Segredo: "Uma frase de Martha Medeiros que vai melhorar o seu dia!

Imagem de "O Segredo"

Confesso que há alguns anos, um trechinho da crônica ‘O permanente e o provisório’, da escritora gaúcha Martha Medeiros, acompanha-me em momentos decisivos.
A certeza de que nenhuma situação de vida dura para sempre, certamente deixa os dias mais serenos, mais leves desde então.
A preocupação absurda que está tirando o seu sono, não vai durar para sempre. Aquele mico (tamanho King Kong) que o deixou tão constrangido diante de seus amigos, em breve será substituído por outros micos, de outras pessoas. Os relatórios sem fim que o fazem ‘queimar os neurônios’ vão terminar junto com estágio da faculdade. Aquelas noites em claro, mal dormidas de uma jovem mamãe terão fim quando o bebê crescer. Muito do que você julga importante hoje, perderá o sentido amanhã, assim, como que em um passe de mágica. E aquele ‘fora’ que você levou do ser amado e que o fez jurar nunca mais nunca mais se apaixonar, vai ficar distante quando um novo amor chegar.
Então, para que sofrer, espernear, descabelar por uma situação que não será permanente?
“Canso menos, divirto-me mais e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório. inclusive nós.” – Martha Medeiros.
E a autora reforça sua opinião: “Não somos repetições de nós mesmos, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem, anteontem, já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora, hoje é o meu dia, nenhum outro. […] Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar para trás nossos imensuráveis erros, nossos achaques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro de nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro. Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta, a vontade se impõe – até que o tempo vire. Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível”.
Sábia Martha Medeiros, gratidão!

sábado, 30 de junho de 2018

Não Quero Mais Ter Razão Na Vida...Carpinejar

Contracapa do Livro Cuide de Seus Pais de Fabrício Carpinejar

A foto acima foi de uma tarde numa sala de espera de consultório médico, daquelas que tem que ter muita paciência para aguardar sua hora de atendimento. Levei na bolsa o livro que estava terminando de ler: "Cuide de seus pais antes que seja tarde" de Fabrício Carpinejar que nos traz implicitamente sugestões preciosas de como lidar com aqueles que pela ordem natural da vida partirão desta vida antes de nós. Ele pontua o momento mágico da inversão de papéis...quando os filhos tornam-se pais...de seus pais.

Separei algumas frases preciosas e que estarão **disponíveis em um artigo para o site "O Segredo", mas uma delas, em particular que emociona:

"O arrependimento não traz ninguém de volta, mas o amor , quando declarado, faz com que ninguém morra dentro de você. Diga eu te amo aos pais, para que as brigas nunca sejam maiores que a gratidão.

** Você pode acessar as '25 Frases do Livro “Cuide de seus pais antes que seja tarde” para levar para toda a vida',  >>AQUI<<


Obrigada Carpinejar!


terça-feira, 1 de maio de 2018

Para "O Segredo: "Agora são outros 40 - Filosofices, Saia Justa e Mário Quintana



Imagem: Agora São Outros 40 ... Site "O Segredo"

Agora são outros 40… – Filosofices, Saia Justa e Quintana

Enquanto tomo minha xícara de café com leite e troco as fronhas de oito travesseiros, aproveito para ouvir o quarteto poderoso do Saia Justa* onde a Maria fala sobre a chegada dos 40 anos, com bom humor sobre usar óculos e todas as coisas que não quer ou não vai mais fazer na vida a partir de agora, uau, super me identifico com algumas, principalmente com a coisa dos óculos (o último teste de visão para renovação da CNH foi uma verdadeira piada porque só identifiquei completamente as letras com um dos olhos e estou até hoje rindo disso, mas fui aprovada, amém).

Eu, aqui na região do Pantanal sul-mato-grossense, 40 anos recém completos em 31 de outubro, acordei muito cedo, antes que o sol, não eu não vou sair para trabalhar, não na rua.

Já no finalzinho do programa saia justa de hoje a frase do Mário Quintana que a Mônica falou fechou com chave de ouro a pausa para o café das 8:00 da manhã: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.” Uau, faz muito sentido!
Corro para buscar o notebook, salvar a frase e não esquecer na correria do dia. Não, eu não trabalho fora, mas sou formada em nutrição com mestrado em psicologia, estudei piano e terapia corporal. Aqui em casa agenda cheia, comecei o dia fazendo um belo café e alimentando a gatinha ‘Serena’ que está grávida pela primeira vez e abrindo a porta para a pinscher Hanna, que veio da casa do pai dos meus filhos passar uns dias e dormia na cama do meu caçula.
Uma passadinha rápida pela área de serviço, coloco a máquina de lavar para encher e já molho as plantas do jardim uma a uma caprichosas, preferem assim, antes do sol. Já na cozinha, ouço Richard Clayderman tocando ‘murmures’ e enquanto descasco mamão para o café da manhã, separo os vegetais da salada do almoço (ops, lembro que tem que fazer a lista de compras e passar no supermercado) e lavo a louça, cálculo mentalmente os minutos de trânsito lento de sexta feira na capital, entre a escola do filho de um lado da cidade e o meu ginecologista às 13:00. Melhor acelerar, pois é dia de faxina e sigo limpando armários, bancadas, eletrodomésticos…acho que o barulho das louças despertou meu marido que já  vai sair para o trabalho. Então, pausa para o café.
Agora aqui escrevendo e filosofando com meus botões na frase do Quintana, lembro do meu filho piloto de avião que está em Dourados estudando (dentro de um avião, claro, ai! mas mãe nem pode se preocupar com isso, imagine!) e volta hoje ou amanhã, penso em ligar mas acho que ainda é cedo. Cedo? Na verdade já é tarde, 8:47, parei para escrever e a máquina de lavar já estralou, roupas para estender, outras para passar, almoço completo e equilibrado para preparar (uma nutri, claro, tudo muito equilibrado…hahaha), caçula adolescente para tirar da cama (Jesus que batalha tirar um menininho de 14 anos da cama, benza Deus, que sono bom que ele tem…hahaha de novo) e estudar antes da aula.
Quando sair do bendito médico vou terminar de pintar a minha antiga casa que, tenho fé, depois da venda vai se transformar em uma casa para a minha mãe que mora em Maracajú. Olho meus braços cheios de tinta, ainda de ontem a noite, cheguei ‘mortinha da Silva-Sauro’ e a tinta não saiu nem das pernas e dos cabelos, menos ainda dos braços, mas vai ter que sair antes do bendito exame! Melhor virar o último gole do café e correr, faxina completa nos 13 cômodos da casa me esperando antes disso.
Mas, para encerrar, e ainda confabulando com meus botões sobre a chegada dos meus 40 e todas as minhas escolhas (inclusive a de sonhar com a hipótese de um terceiro filho) só o que É REALMENTE desagradável nessa fase é ouvir alguém dizer assim: “NÃO, ELA NÃO TRABALHA.” (!) Em homenagem a querida Maria Ribeiro e ao quarteto poderoso do saia justa que me inspirou nesta manhã linda, vou dizer aos quatro ventos: Eu NÃO sou obrigada a provar para ninguém que esses dias corridos e bem vividos de dona de casa que ‘só fica em casa’ também são trabalho, obrigada! 
*No Saia Justa, canal GNT, as poderosas Astrid Fontenelle e Bárbara Gancia, Maria Ribeiro e Mônica Martelli debatem temas da atualidade e promovem discussões sobre comportamento, política e cultura.
Novembro de 2015.

Texto original em O Segredo >>>AQUI<<< 

sábado, 28 de abril de 2018

Eu Para o Segredo: Mas Afinal, O Que Querem As Mães?


Imagem Original Site O Segredo
Mas afinal, o que querem as mães? Do fundo do coração, o maior presente, aquilo que uma mãe mais deseja é ver sua cria com saúde, realizada com as escolhas (que não dependem mais dela), mas que, acima de qualquer outra coisa, seu filho esteja BEM, onde quer que ele vá, e que esteja feliz!

Com a proximidade do dia das mães, é comum observarmos comerciais de TV emocionantes, corações espalhados pelas lojas e aquela correria de pessoas em busca do presente ideal para a sua rainha. Talvez você já tenha se perguntado, mas o que uma mãe verdadeiramente gostaria de receber de presente?

Se existe uma fase marcante durante a infância dos filhos em que toda mãe se emociona é aquela das apresentações da escola, quando eles chegam trazendo cartões coloridos e presentinhos produzidos pelas próprias mãozinhas para a ‘mamãe linda’.

Aquelas tardes em que o pequeno canta todo sorridente com o olhar fixo em sua mamãe na plateia, ficarão gravados na memória dela até a velhice.

Confesso que não perdi uma única apresentação dessas, eu sabia que uma hora acabaria e realmente acabou faz tempo. Filhos crescem, crianças viram adolescentes e adultos numa velocidade incrível! Por outro lado, sabemos que muitos filhos nunca conheceram suas mães e essa data tão especial fora motivo de lágrimas na infância e pesares na vida adulta.

Tem mãe que cria o filho sozinho e que é pai e mãe ao mesmo tempo. Tem mãe que é deixada na porta do asilo pelo mesmo filho que promete visitá-la no final de semana e nunca mais volta. Também tem pai que é mãe e pai. Tem mãe coração duro e mãe manteiga derretida. Tem mãe que gera o filho na barriga e mãe que gera com o coração.

Bem, mas afinal, o que querem as mães?

Uma mãe grávida quer que seu bebê chegue logo, não vê a hora de pegar no colo, cuidar, alimentar e amar aquele ser que cresce mais e mais a cada dia em seu ventre. Mãe de recém-nascido quer ver sua cria crescer e desenvolver-se forte e saudável. Mãe de criança quer ver o pequeno brincando no quintal, jogando bola e fazendo todas as estripulias que ela mesma já fez quando criança e que, à medida que o filho vá crescendo, OUÇA os seus “não faça isso, faça aquilo; isso é bom, isso não será bom para você, meu filho!”.



Quando percebe o filho adolescente tentando alçar seus primeiros voos, mãe anseia que ele lembre de TUDO o que ela foi ensinando ao longo da vida e quando tornar-se um adulto ou quando ameaçar deixar o “ninho”, uma mãe torce mesmo para que o filho encontre o seu caminho; a essa altura já pede a Deus para que o filho se lembre de pelo menos METADE do que ela ensinou desde que ele veio ao mundo.

Porque do fundo do coração, o maior presente, aquilo que uma mãe mais deseja é ver sua cria com saúde, realizada com as escolhas (que não dependem mais dela), mas que, acima de qualquer outra coisa, que seu filho esteja BEM, onde quer que ele vá, e que esteja feliz!

Mas, se porventura alguma coisa der errado em sua jornada, colo e coração de mãe estarão sempre de portas e braços abertos, porque não importa o quanto cresça, para a mãe será eternamente o seu menino.

***Com carinho ao meu menino adulto e ao meu menino adolescente.

Texto original no site "O segredo"Aqui:

quinta-feira, 1 de março de 2018

Para "O Segredo": Só Pessoas Boas Ficam Deprimidas

                                             Foto: Site O Segredo


No ano de 2007, a psicóloga australiana Dorothy Rowe, esteve presente na lista dos “100 maiores gênios vivos” da humanidade, em uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria britânica Synectics Global.
Vivendo na Inglaterra desde os anos 1970, Dorothy trabalhou na Universidade de Sheffield, foi chefe do Departamento de Psicologia Clínica de Lincolnshire, é autora de diversos livros e colunista do jornal britânico The Guardian.
A autora rejeitou o modelo tradicional de saúde mental em seu trabalho com pacientes deprimidos, aplicando a teoria de construção pessoal.

Certamente sua afirmação: “Só pessoas boas ficam deprimidas” parece impactante.

Segundo ela, somos nós que escolhemos e criamos nossas crenças sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. Somos ensinados a crer que o mundo é um lugar justo e racional de maneira que, se formos bons, coisas boas acontecerão e se formos maus seremos punidos por isso. Assim, diante de uma fatalidade nos sentimos culpados por coisas ruins que nos acontecem, intensificando sentimentos como medo e ansiedade.

“Basta culpar-se pelo desastre que caiu sobre você para fazer atristeza normal virar uma depressão” – Dorothy Rowe.

Quando sofremos alguma injustiça ou quando alguém nos magoa, perguntamos: ”Mas por que isso foi acontecer justo comigo? O que foi que eu fiz para merecer uma coisa assim?”
Nesses casos, culpar e acusar a si mesmo são atitudes irracionais, bem como sentir-se impotente e envergonhado.



A psicóloga enfatiza: Podemos sofrer por algo que aconteceu em nosso passado em relação à família, trabalho, perdas ou catástrofes naturais, mas é preciso pensar racionalmente e refletir que tais situações não ocorreram porque merecemos ser maltratados ou porque somos fadados à desgraça.

Para a autora, se as pessoas parassem de se culpar por coisas que acontecem em suas vidas, consequentemente os índices de depressão diminuiriam.
Aceitar que fatores externos e desastres naturais simplesmente acontecem é sem dúvida, o primeiro grande passo para a caminhada rumo à superação.